Início Destaques “Placas curativas” serão utilizadas para acelerar cura de pacientes em Itapevi

“Placas curativas” serão utilizadas para acelerar cura de pacientes em Itapevi

COMPARTILHAR
Placas curativas são utilizadas para tratamento de feridas crônicas. Foto: Felipe Barros/ Ex-Libris / Secom PMI
Anunciantes

Há três décadas a aposentada Helena Maria Severo de Lima, 70, lutava contra as dores causadas por uma ferida crônica. Neste ano, porém, a vida dela mudou graças a uma iniciativa da Prefeitura de Itapevi. “Depois de 30 anos, voltei a conseguir dançar forró e a me divertir com filhos e netos”.

Desde abril de 2017, Dona Helena e muitos outros pacientes atendidos pela rede municipal de saúde contam com um tratamento especial para feridas crônicas: são as “placas curativas”, que aceleram a cura e tornam a cicatrização mais segura.

“A nova tecnologia usada para os curativos, além de atender de forma mais adequada os pacientes, trazem de volta à alegria de viver, fazendo com que voltem ao convívio social”, diz a secretaria de Saúde e Bem-Estar de Itapevi, Luiza Nasi.

Ao todo, a Prefeitura adquiriu três tipos de placas. As de alginato de cálcio, que têm prata iônica como componente ativo, são indicadas para feridas com grandes exsudatos (secreções produzidas como reação a danos nos tecidos e vasos sanguíneos) e áreas contaminadas.

Já as placas de ibuprofeno servem para reduzir a dor em pacientes com grande sensibilidade. Há ainda as placas de silicone, que são utilizadas para feridas com secreções, proteção e preenchimento de cavidades para facilitar a cicatrização.

“Os curativos fornecem condições mais eficazes de cicatrização de feridas úmidas e controle efetivo de secreções resultantes de danos nos tecidos e vasos sanguíneos”, explica Sheila Crepaldi, técnica de enfermagem e uma das responsáveis pelo acompanhamento da implementação da tecnologia no município.

A necessidade de trocar ataduras e gazes diariamente prejudica a cicatrização. Já com as placas, a pele se regenera melhor devido aos componentes medicinais dos materiais, que retém os exsudatos e ativam as células de cicatrização. O uso da tecnologia é indicado para feridas crônicas, como úlceras diabéticas, queimaduras de segundo grau e feridas pós-operatórias.

“Com esta novidade, diminuímos a demanda de curativos nas unidades de saúde, evitamos desgastes aos pacientes, além de proporcionar, sobretudo, conforto, bem-estar e um prognóstico de cura mais rápido e seguro”, explica Antonia Souza, enfermeira coordenadora das USF (Unidades de Saúde da Família) de Itapevi.

“Diminuímos o retorno do paciente às unidades de saúde e atendemos mais pessoas. Como o paciente com o curativo da placa volta menos, podemos agendar e atender mais munícipes. O número de atendimentos em geral aumenta devido à diminuição do retorno por curativos de quem usa a placa”, explica o secretário adjunto de Saúde e Bem estar, André Luis Vieira.

Moradora do Parque Wey, Eliana Aparecido Cortez, 69, fazia há mais de 10 anos  curativos tradicionais para tratar uma úlcera varicosa. “Cheguei a ficar oito anos sem entrar em um supermercado para fazer compras porque eu não me sustentava 30 minutos em pé”, conta.

Após seis meses usando as placas curativas, a realidade é outra. “Já fechou bastante minha ferida. Antes eu não andava. Hoje, caminho e não tomo mais qualquer medicação, inclusive reduzi a medicação para dor. Eu não cozinhava, não passava roupa, não limpava o quintal e não costurava, agora faço tudo normalmente”, diz.

Para receber as placas curativas, o paciente precisa passar por triagem e avaliação clínica nas unidades de saúde de Itapevi.  Para otimizar o tratamento, 100% dos enfermeiros da rede municipal foram capacitados a utilizar a nova tecnologia. Desde o início de sua utilização, as placas já foram utilizadas em 100 pacientes.