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Multirão do Emprego no Vale do Anhangabú: Idoso busca vaga de motorista ‘para não depender’ dos filhos

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Foto: Metro/SP
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Um homem de 70 anos encabeçava a enorme fila de desempregados no Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, na manhã desta terça-feira (17). Desempregado há quatro meses, José Augusto de Lima tenta uma das 4 mil vagas disponíveis.O idoso chegou às 14h15 de segunda-feira (16). Retirou a senha número um pela prioridade. Retornou às 6h desta terça e está otimista. “Eu acho que vou sair daqui já com uma oportunidade.”

Aposentado, ele afirma querer uma vaga de motorista, já que tem mais de 30 anos de experiência profissional atrás do volante. Ele também busca independência financeira da mulher e dos três filhos.

Se eu precisar, eles me ajudam, mas eu mesmo não quero mais depender deles.

Enquanto não consegue um emprego formal, José Augusto se vira como pode. “Quando teve jogo do Brasil, eu fui vender camiseta. Já trabalhei como passeador de cachorro, mas eu também tenho receio por insegurança, né?”


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Empresas

Quarenta e duas empresas oferecem vagas para costureiras, vendedores, pedreiros, atendentes, estoquistas, auxiliar de limpeza, ajudante, telemarketing, estágios e outras vagas.

Segundo a organização do evento, serão distribuídas 1.500 senhas por dia para os candidatos até sexta-feira (20). Os candidatos começaram a chegar na sede do Sindicato dos Comerciários na tarde desta segunda (16) e alguns dormiram no local para conseguir uma senha.

Depois de enfrentar a fila, os candidatos recebem um lanche e depois fazem um cadastro. Eles precisam trazer documento de identificação, currículo e carteira de trabalho.

Fila

Há dois anos desempregada, Priscila Pereira, de 34 anos, chegou às 8h10 à fila. “Eu sabia que estava ruim, mas não sabia que era desse jeito.

Formada em gastronomia e com mais de três anos de experiência, ela já trabalhou como babá, cuidadora e tenta voltar para a sua área. “Nada registrado. Eu fiz um monte de entrevistas e ninguém dá nem resposta. Eu ainda moro com meus pais, fico pensando em quem não tem nem isso.”

Depois de andar pelo Vale do Anhangabaú à procura do fim da fila, conheceu Pedro Henrique Martins da Silva e Aline Sampaio. Os dois são operadores de caixa e estão desempregados desde que a empresa em que trabalhavam “reduziu custos com funcionários”.

Morando sozinha, Aline tem contado com a ajuda do pai para se manter. “E eu não posso contar muito, eu estou na correria. Vou ficar na fila e pegar a senha, não vou desistir”, disse ele ao Portal G1.

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