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Foto - Google

A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã de sexta-feira (17), mandados de busca e apreensão na sede e fábrica da empresa Precisa Medicamentos, no bairro de Tamboré, em Barueri, e também no bairro Jardim Nova Itapevi em Itapevi. A ação foi determinada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 do Senado Federal e autorizada pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

A empresa entrou na mira da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid por ter intermediado a aquisição de doses da Covaxin entre o Ministério da Saúde e a farmacêutica Bharat Biotech.


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Em nota, a defesa da Precisa disse que a operação desta sexta é “inadmissível”. “A empresa entregou todos os documentos à CPI, além de três representantes da empresa terem prestado depoimento à comissão”

O senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI, escreveu sobre a operação em seu perfil no Twitter:

Na mira da CPI

O contrato para a compra da Covaxin, de R$ 1,6 bilhão para a compra de 20 milhões de doses, é alvo de investigações do Ministério Público Federal, do Tribunal de Contas da União e da Polícia Federal.

A CPI apura as supostas pressões do governo para liberação do imunizante, além das suspeitas de irregularidades no contrato. A aquisição da vacina acabou suspensa.

De acordo com dados do Tribunal de Contas da União (TCU), a Covaxin foi a vacina mais cara negociada pelo governo federal até agora: R$ 80,70 a unidade, valor quatro vezes maior que a vacina da Fiocruz, a AstraZeneca. Os valores não chegaram a ser desembolsados.

Um levantamento feito também pelo TCU mostra que o contrato da Covaxin foi o que teve um desfecho mais rápido. Ao todo, o Ministério da Saúde levou 97 dias para fechar o acordo, enquanto o contrato com a Pfizer, por exemplo, levou 330 dias.

Em depoimento à CPI, a diretora-executiva da Precisa, Emanuela Medrades, negou ter havido ilegalidade ou irregularidade nas negociações da Covaxin com o governo brasileiro.

 

Em nota, assinada pelos senadores Omar Aziz (PSD), presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede) e Renan Calheiros (MDB), foi informado que a operação destina-se à busca e apreensão de informações relativas ao contrato entre a Precisa Medicamentos e a Empresa Indiana Bharat Biotech, bem como todos os documentos relacionados a este contrato.

Os parlamentares ainda informaram que a medida extrema ocorreu após a empresa e o Ministério da Saúde negarem solicitações dos parlamentares. “A CPI buscou de todas as formas obtenção dessas informações junto à Empresa e ao Ministério da Saúde, não obtendo êxito. Devido a isso, se fez necessária a utilização deste instrumento judicial”, informa a nota conjunta dos parlamentares.