O nível de volume armazenado pelo Sistema Cantareira subiu 0,2% e registrou 28,3% na atualização realizada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) às 9h desta terça-feira (19). Esta é a primeira alta na capacidade operacional do manancial em mais de 80 dias.

De acordo com dados da própria Sabesp, a última alta no nível do Cantareira foi registrada em 29 de julho deste ano, quando o nível oscilou positivamente 0,1%, de 41,6% para 41,7%.

De lá para cá, foram 81 dias sem registros de alta no Cantareira: 2 dias em julho; 31 em agosto; 30 em setembro e 18 em outubro. Na maior parte desse período, a Sabesp contabilizou quedas no nível operacional do manancial; houve poucos registros de estabilidade, como os três casos dos últimos dias.

Desde junho, o manancial mais importante da Grande São Paulo – responsável por abastecer diariamente mais de 7 milhões de pessoas – foi fortemente impactado pela estiagem, e passou pelas faixas de atenção, de alerta até chegar ao de restrição, caracterizada por níveis igual ou maior do que 20% e menor do que 30% da capacidade operacional.

Quem estabelece essa classificação é uma resolução conjunta de dois órgãos reguladores: Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA), do governo federal, e Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), do governo de São Paulo.

Apesar de o Cantareira registrar menos de 30% da capacidade desde 2 de outubro, para a Sabesp, o manancial segue em faixa de alerta. Isso porque, no dia 30 de setembro, quando foi feita a avaliação válida para outubro, o nível ainda era superior a 30%.

A Sabesp informou em nota que o aumento no nível de armazenamento do sistema Cantareira (28,1%, em 18/10, para 28,3%, em 19/10) “ocorreu em função das chuvas dos últimos dias”.

“A chuva acumulada no mês de outubro foi de 99,25mm (até as 7h de 19/10/21), o que corresponde a 89,17% da média histórica para este mês. O retorno da transferência das águas do Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira ocorre de forma gradativa”, complementou a Sabesp.