Unidade será entregue na terça-feira (08), às 17h30. Foto: Divulgação/PMI

O sofrido público feminino de Itapevi poderá contar com um novo equipamento, que foi construido com o dinheiro dos impostos de toda a população e deverá ser mantido com este mesmo recurso. Na próxima terça-feira (08), às 17h30, acontece a inauguração do Centro de Referência da Mulher (CRM), que deve ampliar ações de saúde e bem-estar.

O prédio está localizado na avenida José Michelotti, 194, próximo ao Pronto Socorro Central (Cidade da Saúde), e conta com 713 m² de área construída em quatro pavimentos. Construído em uma parceria entre a Prefeitura da cidade e o Estado, o CRM deve oferecer serviços de assistência social, psicológica, jurídica e de saúde da mulher.

Mesmo com recordes de arrecadação de impostos no últimos anos, mais de meio bilhão de reais em 2015, a prefeitura alegou não ter condiçoes financeiras, de sozinha construir, implantar e administrar o equipamento, com isso, o projeto contou com recursos de emenda parlamentar e

A transparência é prova de honestidade e respeito às leis!

A prefeitura da cidade não é adepta do princípio da publicidade e não disponibiliza à população o nome da empresa responsável e o custo total da obra, também não constam registros de abertura de licitação da obra, contrato firmado ou até mesmo o edital publicado convocando as empresas interessadas em participar da licitação.

Esta prática, além de não estar alinhada aos princípios éticos e democráticos, também desrespeita a Lei de Acesso a Informação e é adotada desde o início da atual administração. Outras obras importantes e de custo milionários para os cofres da prefeitura, como a reforma do Terminal Urbano, também não possuem documentações e informações disponível ao cidadão – veja aqui. Isso contribui ainda mais para o descrédito do governo e descrédito dos processos de licitação feitos pela prefeitura nos últimos anos, além de fomentar e contribuir para a disseminação de especulações, comuns entre a população, de práticas ilegais como corrupção, desvio de dinheiro público ou superfaturamentos.

Resta à população pagadora de impostos, continuar financiando obras milionárias como a do Centro de Referência da Mulher sem obter ou ter acesso dificultado à prestação de contas e torcer para contar não apenas com uma estrutura fisica que aparenta ter qualidade,  mas também com atendimento profissional e serviços públicos úteis que auxiliem as mulheres.

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