Uma família carente da cidade de Alagoa Grande foi alvo de comoção após exibir seu drama. O líder da família se matou por não aguentar as cobranças de dívidas que tinha por motivo de compra de alimentos. Após a morte do marido, Arlinda Bento Tomáz, de 32 anos, mãe de sete filhos enfrenta necessidades ainda maiores. Sozinha para cuidar dos filhos, viu dentre os pequenos uma solução para aliviar a fome de todos, caçar ratos para comer.

Os roedores são mortos, limpos e cozidos ou fritos para ser a proteína de uma das poucas refeições do dia. A família mora na comunidade conhecida por Barreira, no sítio Tambor, em Alagoa Grande.

A falta não é apenas de comida, mas de água, esgotamento sanitário, moradia digna e expectativa de vida. Segundo a matriarca, a renda é vinda do bolsa família no valor de R$ 480 reais.

O flagrante do drama familiar foi registrado pelo blogueiro Júlio Araújo, que foi até o local para obter informações sobre a ocorrência do suicídio do pai das crianças. Lá, ele viu crianças com ratos na mão e indagou o que era que os menores estavam fazendo. Foi quando foi informado de que os roedores estavam sendo tratados para alimentar a família