A juíza Dra. Maria Helena Steffen Toniolo Bueno, que atua na Comarca Itapeviense do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu condenar um político do município pelo crime de calúnia.

Alexandre Ruffino, que já foi candidato a vereador e a deputado Federal em Itapevi, foi acusado por um juiz da cidade, o Dr. Gustavo de Azevedo Marchi, de ter publicado uma montagem com uma foto em que, em uma visita oficial de representantes da Comarca de Itapevi à presidência do Tribunal de Justiça, o Juiz aparecia próximo ao deputado estadual João Caramez, na montagem, o Juiz estava com um saco de dinheiro nas mãos, a fotografia também apresentava duas setas, uma sob o juiz onde estava escrito “Juiz que ordenou a demissão em massa” e a outra sob o deputado como sendo o autor do pagamento.

Segundo os autos, o fato ocorreu em agosto de 2016, logo após o juiz ter publicado uma polêmica decisão, obrigando a prefeitura a exonerar aproximadamente 400 funcionários comissionados, entre eles o próprio Alexandre Ruffino.

A sentença, publicada em 31 de Janeiro, tem sido amplamente divulgada por grupos políticos via whastApp como sendo uma condenação a prisão, o que não corresponde a verdade.

A dosimetria da pena contida na sentença prevê inicialmente 1 ano de detenção em regime aberto e uma multa de quase  R$ 640, no entanto, a juíza leva em consideração as condições pessoais do réu e o seu histórico sem antecedentes criminais, o que a faz substituir a detenção e a multa de R$ 640 pelo pagamento de 2 salários mínimos à uma entidade de assistência social.

O Itapevi Realidade procurou Alexandre Ruffino para que pudesse se pronunciar a respeito do caso, ele afirmou que até o momento nem ele, nem seu advogado foram notificados oficialmente sobre a decisão da justiça, mas afirmou que está tranquilo e irá recorrer.

Ruffino negou ter compartilhado a foto, “Na verdade, eu fui marcado na publicação e por isso a imagem aparecia em meu perfil, eu não havia compartilhado aquilo. Várias pessoas que compartilharam não foram acionadas na justiça, eu fui o único”.

“Esta é uma reação ao meu posicionamento firme na cidade. A minha defesa ainda será construída, vou tomar todas as medidas necessárias e cabíveis, vou fazer uso dos meus direitos e continuarei a minha militância normalmente.”